Editorial

  • Monica Maria Martins de Souza

Resumo

A AUGUSTO GUZZO REVISTA ACADÊMICA em seu décimo primeiro número comemora o seu renascimento. Após a conquista do seu ISSN eletrônico 1518-9597, experimentou outras passagens e venceu mares e ares. Experimentou outras geografias além das universidades brasileiras.  Eletronicamente foi lida com carinho em Montreal, com sorrisos de saudades em Portugal, com amizade na Inglaterra, com euforia em Paris, com seriedade e orgulho na universidade de Valencia, com desejo de pertença no Uruguai e Chile, entre muitos outros cenários comunicando e incomunicando. 

Como os nômades, iniciou tímida, se sedentarizou e buscou a utópica plenitude, como fez o animal humano. Seus pesquisadores se perderam entre o mítico e o real, enredou seus leitores, clareando e confundindo ideias.

Diferente do humano flusseriano que caminhou prados e montanhas, sonhou, foi capturado e ficou preso entre dois os mundos, os seus leitores escalaram ideias e viajaram nas prospecções teóricas dos seus autores. Os seus pesquisadores se entregaram a emaranhados hipotéticos, do estágio primevo ao homo demens, entre o oriente e o ocidente mergulharam em especulações imaginativas e registraram impropérios técnicos e científicos.

Nessas especulações os seus pensadores, vítima do desejo de conhecer e produzir devoram outros pensamentos de outros pensadores e se entregam ao desvario das análises e suas organizações. Nesta busca pelo conhecimento seus escritores vivem atormentados na ilusão de encontrar o paraíso – a ideia perfeita. Assim, se depararam com a mecânica, desenvolveram a tecnologia e na era do conhecimento refletem sobre o percurso da humanidade de Marco Polo a Steven Jobs. A aventura de alimentar a Augusto Guzzo é similar a uma viagem por cenários de impossibilidades, que no desejo de construir vínculos, representa papéis, contracena em universos simbólicos, e na expectativa da construção, em novos territórios, pensa a incomunicação que gera artigos, papers e ensaios, que a mantém.

Este número resvala a ética, as soluções para a terceira, o desbravamento mágico da aprendizagem. A ilusão da mudança de lugar no mundo por meio do conhecimento, e do reconhecimento humano como capital corporativo. A produção de sentido a partir de um Candido chamado, mas nem sempre Aparecido nas mediações e exercícios etnográficos. Fez um chamado a Riviére, e um apelo ao direito que se aliena no sinistro contemporâneo. 

 

Monica Maria Martins de Souza
Editora

Publicado
2013-06-26
Como Citar
SOUZA, Monica Maria Martins de. Editorial. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, n. 11, p. 9, june 2013. ISSN 2316-3852. Disponível em: <http://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/157>. Acesso em: 02 apr. 2020. doi: https://doi.org/10.22287/ag.v1i11.157.