Considerações sobre o aforismo XCV do Novum Organum de Francis Bacon

Resumo

Bacon critica duas concepções divergentes: a dogmática e a cética. Enquanto a primeira versa por uma pretensão de emitir um juízo sobre tudo o que a realidade abrange, a segunda versa por uma postura crítica de que a realidade das coisas não estaria ao acesso humano, isentando-se da emissão de um parecer positivo ou negativo acerca da realidade. Para Bacon, a natureza deveria ser controlada, aperfeiçoada, por meio de experimentos e métodos apropriados. Ou seja, o homem é o sujeito do conhecimento. Nessa direção, rejeita completamente a concepção aristotélica da natureza como sujeito do conhecimento, bem como assume uma postura crítica em relação todos que se posicionaram a favor dessa concepção.

##submission.authorBiography##

##submission.authorWithAffiliation##
Ricardo Czepurnyj Ferrara. Mestre em Filosofia na Universidade São Judas (2013). Graduado bacharel em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu (2009) e bacharel em Sistemas de Informação pelo Centro Universitário Íbero - Americano - UNIBERO (2006). Docente do curso de Direito e Sistemas de Informação das Faculdades Integradas Campos Salles (FICS).

Referências

ADORNO, Theodor W, HORKHEIMER, Max; Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2006
BACON, Francis. Novum Organum. In Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1973.
CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da Filosofia: Dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

FILHO, Roberto Bolzani. O ceticismo pirrônico na obra de Sexto Empírico. São Paulo: Tese de mestrado, 1992

ROSSI, Paolo. Francis Bacon: da magia à ciência. Curitiba/Londrina: UFRP/Eduel, 2006.
Publicado
2017-06-30
Como Citar
FERRARA, Ricardo Czepurnyj Ferrara. Considerações sobre o aforismo XCV do Novum Organum de Francis Bacon. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, v. 1, n. 19, p. 149-162, june 2017. ISSN 2316-3852. Disponível em: <http://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/343>. Acesso em: 24 nov. 2017. doi: https://doi.org/10.22287/ag.v1i19.343.

Palavras-chave

ídolos, ciência, natureza, experimentos, razão