Breve ensaio sobre as Razões do Tempo

  • Roberto de Oliveira Loureiro FICS

Resumo

O tempo é um recurso imaterial, finito e limitado por natureza. Embora gratuito não deve ser desperdiçado. Sua fluidez não permite controle, ao mesmo tempo em que se constitui nossa principal fonte de matéria prima. Ao nascer, cada ser humano traz uma determinada quantidade de bônus expresso na forma de horas. Essa carga horária será utilizada ao longo se sua existência. A trilha termina quando se esgota a quantidade de bônus recebida, ocorrendo assim o fim de nossa existência. Portanto, racionalmente escolhas devem ser feitas. Se o tempo passado somente poderá ser visitado na forma de uma lembrança armazenada em nossa memória sensorial, o tempo futuro é uma absoluta incógnita. Na verdade, o futuro é o passado que ainda não passou. Ao mesmo tempo em que o mundo moderno reverencia um culto exagerado pela velocidade, também é verdade que esse mesmo mundo exprime uma neurótica obsessão pelo novo. O equilíbrio está em saber conciliar essas duas variáveis. E as novas gerações cobrarão esse equilíbrio.

Publicado
2017-06-30
Como Citar
LOUREIRO, Roberto de Oliveira. Breve ensaio sobre as Razões do Tempo. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, v. 1, n. 19, p. 273-291, june 2017. ISSN 2316-3852. Disponível em: <http://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/437>. Acesso em: 24 nov. 2017. doi: https://doi.org/10.22287/ag.v1i19.437.