Educação e representação mental

  • Rosemeire Vastag Leite Peres

Resumo

O interesse para a elaboração deste artigo surgiu no decorrer da observação do sofrimento de estudantes da Pedagogia em relação à linguagem matemática, vinculada à disciplina de Estatística.

Discute-se, a princípio, como os conhecimentos se organizam na mente humana, em decorrência da percepção do meio onde o humano atua e vive, do contexto no qual está imerso e na linguagem representativa destas interações. Argumenta-se que o educador, em sua atividade profissional, pode transferir, no exercício de sua docência, experiências negativas não superadas da sua própria vida, como educando, aos seus alunos.

A emoção foi então estudada tanto como geradora de sofrimento quanto geradora de prazer, tendo como referencial teórico a Psicanálise e a Gestalt. A preocupação maior foi descobrir como se processa a formação da representação mental humana, através dos seus agentes organizativos e constituintes, considerando-se que esta organização possa ser constituída a partir de emoções mal resolvidas durante a vida pregressa do educador.

Este texto apresenta como sugestão a possibilidade de se realizar uma atividade diagnóstica com alunos, futuros educadores, buscando avaliar esta influência na formação do educando.

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Rosemeire Vastag Leite Peres
Doutoranda (aluna especial) em Educação Matemática na UNESP. Mestre em Educação pela UNINOVE- Área de Educação e Complexidade. Especialista em Didática do Ensino Superior. Especialista em Administração de Recursos Humanos. Graduada em Psicologia. Professora das Faculdades Octógono e Uni Sant'Anna. Professora do curso de Pedagogia das Faculdades Integradas "Campos Salles".

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Como Citar
PERES, Rosemeire Vastag Leite. Educação e representação mental. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, n. 5, p. 51-58, aug. 2012. ISSN 2316-3852. Disponível em: <https://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/115>. Acesso em: 21 june 2021. doi: https://doi.org/10.22287/ag.v0i5.115.