Editorial

  • Monica Maria Martins de Souza

Resumo

Publicar a décima segunda Revista Acadêmica Augusto Guzzo é uma aventura, um sonho. Assim como é sonho a forma em que o mundo contemporâneo se apresenta aos olhos de um observador consciente da evolução humana.

Pensar a realidade atual tomando como ponto de partida o início da humanidade implica em viajar na história. Imaginar a descida do homem da árvore e o seu percurso como nômade, que em busca da sobrevivência deixava atrás de si um rastro de destruição. Período que foi designado pelo arqueólogo inglês, Gordon Childe, como pré-história, que antecedeu o assentamento — período neolítico o berço da cultura.

Refletir sobre as consequências da sedentarização, a velocidade que o ser humano imprimiu ao seu estilo de vida após a invenção do trabalho, provoca duvida sobre a origem da sua própria existência.

A criação das primeiras ferramentas com pedra e madeira, a seleção das melhores sementes que resultou na revolução agrícola, a iniciativa de capturar filhotes de animais selvagens e domesticá-los criando a agropecuária e a invenção do motor, parece utópico, para o animal humano de hoje.

Esta viagem, considerando as devidas proporções, pode ser pensada quando se olha para o império que é a instituição mantenedora da Revista Augusto Guzzo hoje, as Faculdades Integradas Campos Salles — FICS. O resultado da ideologia de um professor que iniciou na garagem de sua casa um curso de datilografia — o Professor augusto Guzzo. Realmente o trabalho é a mágica que permite aos homens se transformarem e transformar o seu entorno. A mesma mágica que o permite pegar um ovo e fazer uma omelete, o possibilita pegar barro, pedra e ferro e construir um edifício.

O desejo da pesquisa transforma a associação de ideias em um novo texto. E assim é a vida de um estudante ou de um professor, que a cada dia se depara com a sua construção de novo texto, de acordo com o seu esforço, dedicação e curiosidade. Cada volume dessa revista demonstra o esforço desses profissionais que se debruçam sobre ideias e as transformam.

Esta décima segunda revista revela que no doutorado de comunicação da Universidade Austral do Chile, Fernández e Sartori tecem reflexões sobre hábitos e violência simbólica, um fenômeno mundial atual com o qual as pessoas teimam em se acostumar. Das universidades do entorno de São Paulo Molina chama atenção para a necessidade do controle emocional. Almeida Santos e Oliveira alertam para importância do controle financeiro e de qualidade para a sobrevivência organizacional. Pontes aponta a importância dos contratos. Silva alerta para a gestão dos riscos de crédito. Torres para o planejamento tributário. Souza, Sanches e Paixão refletem sobre a comodidade como fator de sedução de compra. Ferreira faz um balanço sobre as expectativas em prestação de serviços. Galdino e Lopes dimensionam projetos. Regensteiner gerencia o conhecimento. Bertotti analisa os conflitos de Darfur. Souza, Barbosa, Reis, Gonçalves, Vendraneto e Santos debruçam sobre o polemico processo de sobrevivência organizacional pela qualidade. Messias e Silva discutem o desenvolvimento socioeconômico da América Latina.
Publicado
2013-12-20
Como Citar
SOUZA, Monica Maria Martins de. Editorial. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, n. 12, p. 9, dec. 2013. ISSN 2316-3852. Disponível em: <https://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/198>. Acesso em: 23 june 2021. doi: https://doi.org/10.22287/ag.v1i12.198.