Pedagogia Medieval Ocidental: corpo e educação em Tomás de Aquino

  • Jean Lauand

Resumo

A unidade matéria-espírito na antroplogia medieval encontra seu lugar apropriado quando Tomás de Aquino assume a postura de Aristóteles de radical aceitação da realidade concreta e, no homem, a intrínseca união de alma e matéria. Alma e corpo agem juntos e unificadamente em tudo o que é humano. E a realidade material deixa de ser vista como mera alegoria. A afirmação "Anima forma corporis" está na própria essência da liturgia e em muitos aspectos da educação, que sem o reconhecimento dessa “in-formação”, tornar-se-iam ininteligíveis, pois, no fundo, não são compatíveis com o exagerado dualismo, que estabelece alma e corpo como realidades estanques. Embora geralmente negassem teoricamente o "Anima forma corporis", muitas práticas dos educadores medievais estão baseadas nesse princípio.

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Jean Lauand

Jean Lauand - Prof. Titular Sênior FEUSP e do PPGE da Univ. Metodista de São Paulo. E-mail: jeanlaua@usp.br

Publicado
2012-07-19
Como Citar
LAUAND, Jean. Pedagogia Medieval Ocidental: corpo e educação em Tomás de Aquino. Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, n. 9, p. 16-23, july 2012. ISSN 2316-3852. Disponível em: <https://fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/21>. Acesso em: 21 june 2021. doi: https://doi.org/10.22287/ag.v1i9.21.

Palavras-chave

Alma e corpo; Tomás de Aquino; Liturgia; Educação Medieval; Alegoria